
Lula da Silva y Narendra Modi se dan la mano durante su encuentro para impulsar el comercio bilateral (Foto: Instagram)
Brasil e Índia estabeleceram o objetivo de elevar o valor das trocas comerciais bilaterais para aproximadamente 18,4 mil milhões de euros até 2030. Esse patamar representa um novo marco para as relações econômicas entre as duas nações, que buscam diversificar produtos e ampliar parcerias estratégicas.
As relações comerciais entre Brasil e Índia têm se fortalecido nas últimas décadas, acompanhando a integração crescente em cadeias globais de valor. Desde o início dos anos 2000, ambos os países passaram a intensificar reuniões bilaterais e missões empresariais, o que contribuiu para um fluxo mais dinâmico de exportações e importações.
No atual cenário, o comércio entre Brasil e Índia engloba uma variedade de setores. Do lado brasileiro, destaque para produtos agrícolas como soja, açúcar e suco de laranja, além de minerais como minério de ferro e petróleo. Já o Brasil importa da Índia insumos farmacêuticos, produtos químicos, genéricos e bens de tecnologia da informação, refletindo complementaridades em indústrias-chave.
Apesar das oportunidades, o avanço do comércio enfrenta desafios logísticos e regulatórios. A grande distância geográfica impõe custos elevados de transporte marítimo, enquanto diferenças em normas técnicas e barreiras tarifárias podem atrasar desembaraços aduaneiros. A melhoria de infraestrutura portuária e a simplificação de procedimentos são vistas como pontos críticos a serem superados.
Para contornar essas limitações, Brasil e Índia têm firmado memorandos de entendimento e promovido diálogos em organismos multilaterais. No âmbito do BRICS, por exemplo, há discussões para padronizar protocolos sanitários e facilitar acordos de facilitação do comércio. Paralelamente, câmaras de comércio bilateral organizam feiras e rodadas de negócios para aproximar empresários dos dois países.
Com a meta de 18,4 mil milhões de euros em vista, Brasil e Índia buscam consolidar-se como parceiros de longo prazo. As projeções indicam que, com maior coordenação em infraestrutura logística e harmonização regulatória, o objetivo poderá ser alcançado dentro do prazo estipulado, reforçando a presença de ambas as economias em mercados globais.


