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Rússia abate pelo menos 180 drones ucranianos sobre Moscou em 18 de junho

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Defensa antiaérea rusa derriba drones ucranianos sobre Moscú con columnas de humo tras los impactos. (Foto: Instagram)

Na quinta-feira, 18 de junho, a Defesa Aérea da Rússia informou ter derrubado pelo menos 180 drones ucranianos que tentaram sobrevoar o espaço aéreo de Moscou. O anúncio oficial destacou a interceptação bem-sucedida de diversos modelos de veículos aéreos não tripulados, empregados pela Ucrânia em operações de reconhecimento e ataque.

De acordo com as autoridades russas, os sistemas de defesa aeroespacial implantados em torno da capital entraram em alerta máximo durante a madrugada. As baterias antiaéreas, apoiadas por redes de radar e uma central de comando operada 24 horas por dia, despacharam mísseis terra-ar capazes de neutralizar alvos em diferentes altitudes, garantindo a proteção de infraestruturas sensíveis, como aeroportos e instalações governamentais, além de áreas residenciais.

Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou o emprego de drones, utilizando modelos de pequeno porte para alcançar alvos estratégicos a centenas de quilômetros da linha de frente. Equipados com câmeras de alta resolução e carga explosiva, esses aparelhos realizam ataques de precisão contra depósitos de munição, instalações de comando e outras estruturas militares.

Desde o início do conflito, Moscou reforçou sua rede de defesa antiaérea, integrando sistemas como radares de longo alcance e veículos de lançamento móvel. A cidade e suas imediações contam atualmente com uma camada de proteção que inclui unidades terrestres e plataformas aéreas, todas coordenadas por centros de vigilância eletrônica.

Especialistas em assuntos militares observam que o uso de drones representa uma mudança tática na guerra entre Rússia e Ucrânia, permitindo ataques a alvos militares sem expor diretamente tropas ao fogo inimigo. Por outro lado, o emprego em massa desses dispositivos tem exigido das defesas russas investimentos contínuos em tecnologias de rastreamento e interferência eletrônica.

Apesar dos esforços para conter as incursões, relatos indicam que alguns drones conseguem driblar sistemas de defesa, chegando a sobrevoar áreas próximas ao Kremlin e a bairros residenciais. As autoridades de Moscou seguem em estado de alerta, conduzindo inspeções regulares, aprimorando protocolos de emergência e mobilizando equipes de engenharia para avaliar possíveis danos e minimizar riscos à população.

Os modelos de drones utilizados pela Ucrânia variam desde veículos leves, empregados para reconhecimento a curta distância, até unidades de maior porte, capazes de transportar explosivos. Muitos desses aparelhos são produzidos em série por indústrias de defesa ucranianas, enquanto outros são adaptações de equipamentos comerciais adquiridos no mercado internacional.

Para a população de Moscou, a presença constante desses ataques de drones tem sido um desafio. Apesar dos esforços das autoridades russas para minimizar transtornos, moradores relatam interrupções ocasionais em serviços públicos e alertas sonoros durante as operações de interceptação. Em paralelo, o governo local mantém canais oficiais de comunicação para orientar cidadãos sobre medidas de segurança.

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