
Autoridades kenianas inspeccionan el internado tras el incendio mortal que dejó 16 víctimas (Foto: Instagram)
Na madrugada de quinta-feira, um incêndio irrompeu num instituto feminino no Quênia, deixando 16 estudantes mortas. O fogo começou quando as jovens dormiam nos dormitórios e se alastrou com rapidez pelas instalações, segundo relatos iniciais das autoridades quenianas. As causas ainda estão a ser apuradas, mas o sinistro provocou pânico entre as alunas, funcionários e vizinhos, que tentaram combater as chamas antes da chegada dos bombeiros.
A maior parte destes estabelecimentos de ensino no Quênia dispõe de dormitórios com estruturas antigas, muitas vezes construídas em madeira e materiais leves. Além disso, a instalação elétrica pode estar sobrecarregada pelo uso contínuo de lâmpadas, carregadores e aparelhos eletrónicos, fatores que aumentam o risco de curto-circuito. Em várias ocasiões, especialistas apontam para falhas nas inspeções regulares como contributo para acidentes deste género.
Nos últimos anos, as normas de segurança contra incêndios em colégios e institutos no Quênia foram reforçadas, obrigando à instalação de extintores e de sistemas de alarme. Ainda assim, a fiscalização nem sempre é rigorosa, sobretudo em áreas rurais onde o acesso a serviços de emergência pode ser dificultado. Em muitos internatos femininos, a evacuação torna-se mais complicada devido a corredores estreitos e a portas de saída de emergência bloqueadas ou trancadas.
Quando o alerta foi dado, as viaturas dos bombeiros demoraram algum tempo a chegar ao instituto feminino, situado fora do centro urbano. As equipas de resgate encontraram dificuldades para penetrar no edifício em chamas, mas acabaram por controlar as labaredas depois de várias horas de combate ao fogo. Vítimas com queimaduras graves foram transportadas para unidades hospitalares próximas, embora nenhuma sobreviveu até receber atendimento especializado.
As investigações preliminares apontam para a possibilidade de que uma fonte de ignição elétrica tenha deflagrado o incêndio, mas peritos aguardam o laudo oficial para confirmar o cenário. A ministra da Educação do Quênia já anunciou uma auditoria a todas as residências escolares femininas do país, com vista a identificar irregularidades e a reforçar os protocolos de evacuação e manutenção preventiva.
Este trágico episódio no instituto feminino reacende o debate sobre as condições de internato para raparigas e a necessidade de formação em primeiros socorros para alunos e equipa docente. Desde 2010, o governo queniano vem promovendo programas de capacitação em segurança contra incêndios, mas a implementação prática dessas iniciativas nem sempre alcança todas as regiões, sobretudo nas comunidades mais isoladas.


