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Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado, permanece fechado desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã

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Un alto responsable europeo analiza el impacto del bloqueo en el Estrecho de Ormuz (Foto: Instagram)

O Estreito de Ormuz, ponto estratégico que concentra o tráfego de aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente, está fechado desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã. A interrupção da passagem pela via marítima representa um dos bloqueios mais significativos no comércio de hidrocarbonetos dos últimos anos, afetando diretamente a dinâmica energética internacional.

Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz tem pouco mais de 50 quilómetros de largura em seu ponto mais estreito. Essa configuração geográfica faz com que a região seja considerada um gargalo logístico: navios petroleiros, petroleiros de produtos refinados e navios de suporte naval passam diariamente por canais demarcados, sujeitos a fortes correntes marítimas e à presença de plataformas de exploração.

A cada ano, deixam a região do Golfo esportes vitais para a economia mundial cerca de um quinto de todo o petróleo consumido pelos principais centros industriais e urbanos. Sem o Estreito de Ormuz em operação plena, países importadores podem enfrentar desabastecimento ou aumento expressivo nos custos de transporte, já que alternativas de escoamento são mais longas e demandam investimentos adicionais em infraestrutura.

O fechamento atual é consequência direta do confronto entre EUA, Israel e Irã, que elevou dramaticamente o nível de tensão na região. Desde o início do conflito, autoridades militares e governamentais anunciaram restrições à navegação comercial e ao acesso de embarcações suspeitas, alegando riscos à segurança das rotas marítimas. A presença de forças navais de diferentes potências reforça a sensação de vulnerabilidade dos armadores.

Historicamente, o Estreito de Ormuz já enfrentou bloqueios parciais ou ameaças de interdição completa em momentos de crise, como no período da guerra Irã-Iraque e em episódios de ataques a petroleiros. Esses eventos serviram de alerta para as nações produtoras e consumidoras, que buscaram diversificar as rotas por meio de oleodutos terrestres e terminais alternativos, ainda que com capacidade limitada.

Com a passagem bloqueada, o mercado de petróleo registra oscilações de preço e maiores prêmios de risco em prêmios de seguro marítimo. Operadoras de petroleiros vêm estudando trajetos alternativos, como a utilização de linhas de dutos no interior do Oriente Médio ou o desvio para rotas mais longas pelo Atlântico, o que pode encarecer o barril e pressionar a inflação global de energia.

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