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Coreia do Sul aposta em Donald Trump como mediador de paz com a Coreia do Norte, dizem diplomatas ao Metrópoles

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El presidente de Corea del Sur durante una comparecencia oficial (Foto: Instagram)

Diplomatas ouvidos pelo Metrópoles afirmam que a Coreia do Sul tem depositado suas expectativas em Donald Trump para servir como mediador em eventuais negociações de paz com a Coreia do Norte. Segundo esses interlocutores, a experiência prévia do ex-presidente americano em cúpulas com Pyongyang, aliada à sua capacidade de atrair atenção internacional, teria motivado Seul a considerar Trump um facilitador apto a reiniciar o diálogo estagnado entre as duas Coreias.

A tensão histórica entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte remonta à Guerra da Coreia, que teve início em 1950 e terminou em 1953 com um armistício, mas sem tratado de paz formal. Desde então, a Península Coreana permanece dividida por uma das fronteiras mais militarizadas do mundo. A diplomacia convencional empregada ao longo das décadas, com intermitentes rodadas de conversas multilaterais envolvendo Estados Unidos, China, Japão e Rússia, tem sofrido revezes frequentes, e os diplomatas consultados pelo Metrópoles apontam a necessidade de novos formatos de interlocução.

Donald Trump já protagonizou em 2018 e 2019 três encontros diretos com o líder norte-coreano Kim Jong-un: em Singapura, Hanoi e na Zona Desmilitarizada entre as Coreias. Esses encontros geraram expectativas sobre desnuclearização e relançamento de investimentos, mas acabaram sem acordos concretos. Ainda assim, a simples reabertura do canal de comunicação foi considerada um avanço incomum após décadas de estagnação, fato destacado pelos diplomatas ao Metrópoles como um argumento a favor de Trump.

Para a Coreia do Sul, a escolha de Donald Trump como possível mediador também se justifica pela sua abordagem não convencional de negociação, que rompeu com protocolos tradicionais e gerou cobertura midiática global. O prestígio de Trump em ambientes políticos e empresariais, bem como seu histórico de autopromoção, poderiam garantir que eventuais cúpulas com a Coreia do Norte recebessem atenção prioritária em Washington e entre aliados estratégicos, entendem os consultados.

No entanto, especialistas em relações internacionais advertem sobre os desafios desse caminho. A Coreia do Norte mantém demanda firme por garantias de segurança e fim das sanções internacionais, enquanto eventuais mudanças na administração dos Estados Unidos poderiam reconfigurar rapidamente os termos do acordo. Além disso, o governo sul-coreano terá de conciliar expectativas domésticas por melhorias econômicas na região fronteiriça com as exigências de contrapartidas de Pyongyang.

Para avançar, será essencial articular apoio diplomático de parceiros como a União Europeia e o Conselho de Segurança das Nações Unidas, de modo a oferecer garantias coletivas que respaldem qualquer pacto. Ainda segundo diplomatas ouvidos pelo Metrópoles, a utilização de Donald Trump como mediador seria apenas o primeiro passo de um processo mais amplo, que exigiria envolvimento coordenado de Washington, Seul e Pequim, fortalecendo a perspectiva de um acordo de paz definitivo na Península Coreana.

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