
El líder supremo de Irán, Alí Jamenei, durante un discurso oficial en Teherán (Foto: Instagram)
A chefe da diplomacia da UE anunciou que a ação de mortes em larga escala no Irã foi formalmente designada como terrorismo pela União Europeia. Segundo a autoridade europeia, trata-se de uma reação direta aos “assassinatos em massa” ocorridos durante a recente onda de protestos no país. Com essa classificação, Bruxelas busca sinalizar seu repúdio às práticas violentas empregadas contra manifestantes e reforçar a cooperação internacional para responsabilizar os envolvidos.
Essa designação de terrorismo implica a inclusão de responsáveis por essas ações em listas restritivas da UE, que podem resultar em sanções como o congelamento de bens e a proibição de viagens ao território europeu. A medida segue o procedimento habitual de avaliação de ameaças à segurança e aos direitos humanos, adotado pela União Europeia para coibir movimentos ou regimes que recorrem à intimidação sistemática e ao uso da força letal contra civis.
A recente onda de protestos no Irã teve início em resposta a questões internas de fiscalização de costumes e ao modo como as autoridades locais lidaram com participantes desses movimentos de rua. Durante esse período, dezenas de manifestantes teriam sido mortos em confrontos com forças de segurança, o que levou a chefe da diplomacia da UE a qualificar tais ocorrências como assassinatos em massa. A decisão reflete a preocupação de Bruxelas com a escalada da violência e o impacto humanitário dentro do território iraniano.
No passado, a União Europeia já recorreu a designações semelhantes ao classificar grupos e entidades que promovem ataques contra populações civis por motivos políticos, religiosos ou ideológicos. Com o caso do Irã, a medida atua como instrumento diplomático para pressionar o governo de Teerão a cessar práticas que violem direitos fundamentais e a propor um diálogo mais amplo sobre garantias de liberdade de expressão e de manifestação.
Espera-se que, após a decisão, os Estados-membros da UE fortaleçam seus controles fronteiriços e coordenem esforços com parceiros internacionais para rastrear ativos financeiros ligados a indivíduos e unidades militares acusados dos assassinatos em massa no Irã. A iniciativa também pode estimular debates internos na Europa sobre a melhor forma de equilibrar sanções eficazes e a busca por soluções diplomáticas que promovam a estabilidade e o respeito aos direitos humanos no país.


