
Avión de Satena silenciado en la cordillera de Norte de Santander (Foto: Instagram)
Un avião da companhia estatal Satena perdeu comunicação com o controle de tráfego aéreo ao sobrevoar uma zona montanhosa de Norte de Santander. A aeronave deixouse de responder às chamadas de rádio pouco depois de ingressar na rota prevista, desencadeando alertas imediatos entre os controladores de voo. O incidente ocorreu num ponto elevado da cordilheira, onde as condições de recepção de sinais costumam ser mais imprevisíveis.
Satena, fundada para promover a conectividade aérea em regiões remotas da Colômbia, opera várias rotas domésticas com aviões de pequeno e médio porte. Desde a sua criação, Satena desenvolveu procedimentos específicos para voar em territórios montanhosos, onde fatores como turbulência e visibilidade reduzida representam desafios adicionais. Os tripulantes recebem formação contínua em navegação por instrumentos para minimizar riscos em passagens de baixa cobertura de radar.
A topografia de Norte de Santander é marcada por leitos de rios estreitos, vales profundos e picos que ultrapassam os 3 000 metros de altitude. Essa configuração requer trajetos sinuosos e altitudes ajustadas para garantir a segurança. As variações bruscas do clima na região favorecem a formação de neblina e nuvens baixas, condição que pode interferir tanto nas comunicações de rádio quanto nos sistemas de navegação a bordo.
O controle de tráfego aéreo no espaço colombiano depende de uma rede de radares e repetidores instalados em pontos estratégicos, muitos deles localizados em elevações do terreno. Quando um avião deixa de responder, os controladores seguem um protocolo padronizado: tentativas em frequência primária, canais de emergência e chamadas via satélite, se disponíveis. Caso persista a falta de contato, inicia-se o procedimento de alerta para equipes de busca aérea e terrestre.
Em resposta à perda de comunicação, Satena ativou seus protocolos de contingência e informou as autoridades aeroportuárias locais, além de coordenar com o Centro Regulador de Urgencias de Transporte Aéreo. Equipas de salvamento preparam-se para realizar patrulhas com helicópteros e unidades de terreno, utilizando, sempre que possível, imagens de satélite e dados meteorológicos. A atuação rápida em áreas abruptas como as de Norte de Santander é fundamental para localizar eventuais vestígios da aeronave ou auxiliar a tripulação em situação de emergência.


