
Zelensky acusa a Moscú de fingir su disposición al diálogo mientras intensifica los bombardeos (Foto: Instagram)
O presidente Volodymyr Zelensky respondeu às críticas lançadas por o presidente Donald Trump e por Putin, afirmando que os sucessivos ataques russos no território ucraniano demonstram, de forma inequívoca, a ausência de vontade por parte de Moscou de avançar em negociações sérias para um acordo de paz. Segundo Zelensky, as ações militares contradizem qualquer discurso oficial que sugira predisposição ao diálogo.
Em seu pronunciamento, Zelensky destacou que as ofensivas recentes não se limitam a bombardeios isolados, mas configuram um padrão de agressão que mira tanto centros urbanos quanto infraestrutura essencial, como usinas de energia e sistema de abastecimento de água. Para o líder ucraniano, esses ataques têm o objetivo de minar a capacidade de resistência do país e inviabilizar qualquer proposta de cessar-fogo duradouro.
O presidente Volodymyr Zelensky também mencionou que, durante anos, autoridades russas apresentaram declarações públicas sugerindo abertura a conversas, mas, no terreno, a realidade é outra. “Quando dizem que estão dispostos ao diálogo, mas, ao mesmo tempo, lançam mísseis que destroem hospitais e escolas, fica claro que não há compromisso real”, afirmou. Essa contradição, reforçou ele, escancara a estratégia de prolongar o conflito, em vez de buscar uma solução diplomática.
Para contextualizar, vale lembrar que as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia passaram por diversas fases desde o início das hostilidades em fevereiro de 2022. Embora tenham ocorrido rodadas de negociação em cidades como Istambul e Genebra, os cessar-fogos sempre foram frágeis e se desfecharam em retaliações imediatas. Analistas internacionais apontam que a continuidade dos ataques dificulta até mesmo a mediação de organismos multilaterais, que dependem de compromisso mínimo das partes envolvidas.
Em seus comentários, Zelensky ressaltou ainda o impacto humanitário dessa falta de acordo. Milhares de civis já foram deslocados internamente e centenas de infraestrutura básica permanecem sob fogo contínuo. Segundo dados ucranianos, grande parte da população enfrenta racionamento de energia elétrica e água, além de carência de suprimentos médicos. Para o presidente, a reconstrução econômica e social do país só será possível se antes houver uma trégua efetiva.
Por fim, o líder ucraniano reafirmou sua disposição a negociar — desde que haja garantias reais de cessar-fogo por parte de Moscou. “Não buscamos vence-los em mesa vazia, mas queremos evitar que nossos filhos cresçam em meio a destroços e sirenes”, concluiu. Zelensky pediu, ainda, o apoio contínuo da comunidade internacional para pressionar a Rússia a cessar imediatamente as hostilidades e retomar uma via diplomática de resolução do conflito.


